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(04/02/10) Após o terremoto do último dia 12, o Haiti transformou-se em centro das atenções mundial. Enquanto o país vive sob forte intervenção militar estrangeira e o controle dos Estados Unidos em aeroportos e pontos estratégicos da região, países da União das Nações Sul-americanas (Unasul) tentam encontrar maneiras de ajudar o povo haitiano a coordenar a reconstrução do próprio país.
Para isso, o presidente pro tempore do organismo, o mandatário equatoriano Rafael Correa, convocou, para a próxima terça-feira (9), uma reunião com todos os representantes de Estado da Unasul. Segundo informações de Ricardo Patiño, chanceler equatoriano, a ideia da reunião é juntar esforços dos países membros da Unasul para ajudar o povo haitiano. Até agora, já confirmaram presença os mandatários da Colômbia, Álvaro Uribe; do Paraguai, Fernando Lugo; do Peru, Alan García; da Venezuela, Hugo Chávez; e da Bolívia, Evo Morales. O governo equatoriano também está negociando com os chanceleres dos demais países - como Argentina, Brasil, Chile, Guiana, Suriname e Uruguai - para pedir que os presidentes compareçam na reunião extraordinária da Unasul. O mandatário equatoriano esteve no país caribenho na semana passada para constatar a real situação do país após o desastre que vitimou milhares de pessoas e deixou um milhão haitianos e haitianas sem casa. Na oportunidade, Rafael Correa também conversou com o presidente haitiano, René Préval, sobre as principais necessidades do país. Tudo indica que a contribuição do organismo se concentrará em dois pontos: na ajuda humanitária imediata, e na reconstrução do país a médio e longo prazo. Além disso, o objetivo da ajuda também será o fortalecimento da institucionalidade do Governo do Haiti para, assim, deixar que o próprio governo - e não organizações estrangeiras - coordene a reconstrução do país. "Queremos que a ajuda que está recebendo o povo do Haiti sirva a seus cidadãos, mas que sirva também para fortalecer a institucionalidade de seu governo", afirmou Patiño. A ajuda do Equador ao Haiti não se resumirá às ações da Unasul e ao socorro prestado às pessoas que estão no país. Ademais de convocar a reunião da Unasul, o mandatário equatoriano afirmou que concederá anistia migratória a 450 haitianos e haitianas em situação irregular no Equador. O país caribenho foi atingindo por um terremoto de 7,3 graus na escala Richter no dia 12 de janeiro deste ano. Ao todo, cerca de um milhão de haitianos e haitianas estão sem casa e aproximadamente 250 mil pessoas estão feridas. Karol Assunção * Adital - Com informações de Prensa Latina e ABN Fuente: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&boletim=1&cod=44761 |